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11
Ago 22

Vitorio Aguera: aplicação de conhecimento técnico aumentou produtividade




Foi em 2004. Uma cooperativa com unidades em Wenceslau Braz e Carlópolis, no Paraná, estava em dificuldades financeiras graves. A Capal Cooperativa Agroindustrial, então, entrou em cena, com incorporação dos produtores ao seu quadro social, mudando os rumos do agronegócio e do cooperativismo na região.

A unidade de Wenceslau Braz apresentava potencial para o cultivo de grãos. Em Carlópolis, o cenário era diferente. A fruticultura, a avicultura e a cafeicultura eram as principais atividades na região, e esses segmentos não faziam parte das operações da cooperativa.

O que para muitos poderia ser um problema, devido ao desconhecimento das atividades e à Unidade ser pequena, foi visto pela Capal como uma oportunidade.

O trabalho dedicado da gestão e da equipe técnica transformou o panorama de incertezas em o desenvolvimento dos associados e da cooperativa. Ao longo do tempo, o crescimento no quadro de associados, a abertura das fronteiras para o café nos estados do Paraná e São Paulo levaram ao sucesso na cafeicultura. Hoje, a Capal tem uma cafeeira própria, com recebimento, beneficiamento, armazenagem, comercialização e torrefação, levando o produto cultivado lá na lavoura até a mesa do consumidor, com qualidade e excelência.

Esta é uma parte da reportagem especial que conta a história de três produtores que escolheram a cafeicultura como seu meio de sustento. Ou será que foi o café que os escolheu? Pegue sua xícara e conheça o cooperado Vitorio Aguera.

Aplicação de conhecimento técnico aumentou produtividade

A cafeicultura está no sangue de Vitorio Aguera: seu bisavô e avô já praticavam a atividade. Ele conta que o avô foi um dos pioneiros do cultivo de café em Carlópolis, na década de 1940.

Mas Vitorio teve de conquistar seu próprio lugar. O pai deixou a cafeicultura e ele fez carreira no ramo farmacêutico. Quando teve oportunidade de retornar, começou a cultivar seus primeiros oito hectares de café.

"Fiquei um tempo fora do café, mas assim que tive a chance, eu voltei. Sou pequeno produtor com muito amor. O café é uma paixão para mim. Gosto muito de ver uma lavoura bonita, bem tratada. E claro que o resultado também é importante”, ele diz, com brio.

Para Vitorio, a produção de alimentos é o futuro. “Sem alimento não há como viver. Muitos países têm superpopulações e não têm mais onde produzir. O mundo tem fome e por isso a produção de alimentos é o futuro”, sustenta. Ele aponta também que o consumidor está cada vez mais exigente, portanto, além de suprir a demanda, a produção tem de ser de qualidade. E, em sua opinião, o Brasil tem muito a crescer, com áreas agricultáveis que podem ser aproveitadas.

Além do aumento em área, o conhecimento e a tecnologia são aliados para mais produtividade e qualidade. Vitorio atesta a diferença que o suporte técnico fez em suas lavouras.

Quando retornou à cafeicultura, Aguera não tinha uma produção satisfatória e não conseguia identificar o porquê. Embora seguisse recomendações que recebia de representantes técnicos, não obtinha boa produção e por isso estava a ponto de fazer o arranquio dos cafeeiros.

Após associar-se à Capal, o agrônomo José Ryoti Nakabayashi recomendou que se fizesse um estudo do solo, e percebeu-se que havia muito alumínio, o que impedia o desenvolvimento do sistema radicular e, consequentemente, a nutrição das plantas. “Nós fizemos correção do solo com gesso, eu nem sabia que isso existia. Foi mudar da água para o vinho. A média de produção atualmente é de 60 sacas por hectare por ano, quando antes não produzia nem 30”, relata.

Vitorio Aguera, que é nascido em Carlópolis, diz que há uma grande diferença entre o café da região antes da Capal e após a chegada da cooperativa. A técnica do esqueletamento, introduzida pela equipe do Departamento de Assistência Técnica (DAT), é apontada por ele como uma das razões da melhoria expressiva no manejo e na produtividade. E o produtor olha para o futuro cheio de boas perspectivas. “Hoje estou com 60 mil pés, minha meta é chegar aos 100 mil pés”, planeja com entusiasmo.

 

Assim como os produtores da reportagem, a Capal escolheu a cafeicultura... Ou foi o café que a escolheu? Analisando a situação, a Capal percebeu que o segmento tinha espaço para crescer, reinventar-se, devolver o brilho e o orgulho aos produtores. Quando incorporou aquela cooperativa em dificuldades, reanimou o sistema cooperativista na região, mudando a imagem negativa anterior. Hoje, esta cultura é mais um dos ramos de atuação que promove o desenvolvimento dos associados e fortalece o cooperativismo.  
 
 
 
 


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