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11
Ago 22

Hiroshi Yamashita: cooperando se vai mais longe




Foi em 2004. Uma cooperativa com unidades em Wenceslau Braz e Carlópolis, no Paraná, estava em dificuldades financeiras graves. A Capal Cooperativa Agroindustrial, então, entrou em cena, com incorporação dos produtores ao seu quadro social, mudando os rumos do agronegócio e do cooperativismo na região.
 
A unidade de Wenceslau Braz apresentava potencial para o cultivo de grãos. Em Carlópolis, o cenário era diferente. A fruticultura, a avicultura e a cafeicultura eram as principais atividades na região, e esses segmentos não faziam parte das operações da cooperativa.
 
O que para muitos poderia ser um problema, devido ao desconhecimento das atividades e à Unidade ser pequena, foi visto pela Capal como uma oportunidade.
 
O trabalho dedicado da gestão e da equipe técnica transformou o panorama de incertezas em o desenvolvimento dos associados e da cooperativa. Ao longo do tempo, o crescimento no quadro de associados, a abertura das fronteiras para o café nos estados do Paraná e São Paulo levaram ao sucesso na cafeicultura. Hoje, a Capal tem uma cafeeira própria, com recebimento, beneficiamento, armazenagem, comercialização e torrefação, levando o produto cultivado lá na lavoura até a mesa do consumidor, com qualidade e excelência.
 
Esta é uma parte da reportagem especial que conta a história de três produtores que escolheram a cafeicultura como seu meio de sustento. Ou será que foi o café que os escolheu? Pegue sua xícara e conheça o cooperado Hiroshi Yamashita.
 
Cooperando se vai mais longe
 
O produtor Hiroshi Yamashita deixou outros segmentos para dedicar-se apenas ao café. “O meu ramo principal era a avicultura, mas as circunstâncias foram inviabilizando a atividade. Então, fui migrando para a cafeicultura. Eu já tinha uma área pequena, comecei a gostar e resolvi investir”, conta o associado.
 
Hiroshi era associado à cooperativa anterior e migrou para a Capal quando da incorporação. “Sempre fui cooperativista. Mas a vinda da Capal deu uma levantada na região, pois a administração mantendo a essência do que é cooperativismo, com foco no desenvolvimento do cooperado, é muito importante”, defende o associado, que complementa: “não falo demagogicamente, mas porque realmente acredito, e vejo que a Capal dá apoio para o produtor”.
 
Ele também é unânime ao reforçar que a assistência técnica é imprescindível para o êxito dos produtores e da cooperativa. “Para manter-se, você tem que pensar em produtividade, aliando custos. E a assistência não é voltada para a venda de produtos, mas focada no desenvolvimento econômico do proprietário. Um solo não é igual ao outro, por isso o técnico acompanha, identificando quais práticas de manejo são realmente necessárias”, destaca.

O produtor apostava que a cooperativa poderia ir mais longe, por isso, engrossava o coro dos associados que pediam investimentos na área da comercialização. 
 
“Eu fui um dos que nunca deixava de pedir para a diretoria, cobrando para que tentasse viabilizar a comercialização. O retorno era sempre que haveria o investimento se fosse viável. Como produtor, isso até doía um pouco”, ele brinca, mas reforça que esse fator também contribui para a solidez da cooperativa. “Isso é muito característico da Capal, não investir em alguma coisa que pode dar em nada, todos os investimentos são muito bem pensados”. 
 
Comercialização - Como consequência do sucesso nas lavouras, em 2019, a Capal acrescentou mais um elo à corrente, completando a cadeia produtiva, com a aquisição de uma cafeeira em Pinhalão/PR. Agora, a cooperativa tem uma unidade de recebimento, beneficiamento, armazenagem e comercialização do grão cru.
 
Além disso, a Capal também leva o café dos cooperados até o consumidor final. Parte da produção é comercializada na própria cooperativa, com torrefação, envasamento e venda, por meio das marcas Grená, Robusto e Jucafé.

O gerente da Unidade de Carlópolis, Claudinei Vieira, lembra que quando a Capal começou a olhar para o café como uma cultura em potencial, a equipe foi buscar informações sobre esta cultura em outras regiões e até no exterior, e percebeu que havia um caminho promissor pela frente. “Começamos a prestar assistência técnica e a fornecer insumos, então veio a demanda de que o setor comercial evoluísse. Hoje a cooperativa está completa nos serviços e em seus objetivos: desde o planejamento, passando pela assistência técnica, até a comercialização, o cooperado consegue fazer 100% e suas operações aqui dentro”, ressalta Claudinei.
 
Para o engenheiro agrônomo José Ryoti Nakayashi, que acompanha os produtores no dia a dia do campo, a comercialização de café é a realização de um sonho. “A gente já fazia a assistência técnica, mas a parte final ainda não tínhamos. Era um sonho, que graças a Deus é realidade. Ainda temos muito a aprender, mas já é um sucesso, e com certeza vai ser mais uma coisa que vai emplacar”, comemora.
 
Atualmente, abrangendo as áreas do Paraná e São Paulo, a Capal assiste 7,8 mil hectares de café, número que cresceu 74% em relação à área atendida há 5 anos. A cafeeira também já mostrou a que veio, comercializando grande parte da produção dos cooperados, que possui média total de 300 mil sacas/ano. 
 
 
Assim como os produtores da reportagem, a Capal escolheu a cafeicultura... Ou foi o café que a escolheu? Analisando a situação, a Capal percebeu que o segmento tinha espaço para crescer, reinventar-se, devolver o brilho e o orgulho aos produtores. Quando incorporou aquela cooperativa em dificuldades, reanimou o sistema cooperativista na região, mudando a imagem negativa anterior. Hoje, esta cultura é mais um dos ramos de atuação que promove o desenvolvimento dos associados e fortalece o cooperativismo.  
 
 
 


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