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Tradição, gestão e tecnologia: a Agricultura de Precisão como ferramenta estratégica na produção

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Foto: Cooperada Beate von Staa e o colaborador Telmo Tapparo

Com mais de 50 anos de história, a propriedade da cooperada Beate von Staa reúne uma trajetória marcada por planejamento, atenção aos detalhes e adoção antecipada de práticas técnicas no campo. Localizada em Jaguariaíva/PR, a fazenda teve início quando o pai de Beate, engenheiro, decidiu transformar um antigo sonho em realidade.
 
“A propriedade foi adquirida pelo meu pai, que não era da área rural. Ele conhecia máquinas agrícolas, gostava da área agrícola e sempre foi muito organizado. Mesmo sem computador, ele já planilhava tudo, fazia controles, formulários”, relembra Beate.
 
Desde os primeiros anos, a gestão da área seguiu uma lógica técnica. A rotação de culturas e o plantio direto foram adotados ainda quando essas práticas começavam a ganhar espaço no Brasil. “A rotação de culturas sempre foi levada muito a sério aqui. E o plantio direto também, desde o começo, quando ainda nem todo mundo acreditava”, conta.
 
Há cerca de 30 anos, Beate passou a atuar diretamente à frente da propriedade, após o falecimento do irmão. Nesse período, o papel do colaborador Telmo Tapparo foi decisivo para a continuidade da gestão. “O Telmo já estava aqui e conhecia todos os detalhes. Foi através dele que eu consegui aprender tudo”, afirma.
 
Agricultura de Precisão como evolução natural
 
Embora hoje o conceito esteja bem definido, a Agricultura de Precisão foi incorporada à rotina da propriedade de forma gradual. Segundo Beate, o contato constante com informação técnica e pesquisa sempre fez parte do processo de decisão.
 
“Antes mesmo de ter esse título, agricultura de precisão, a gente sempre teve uma aproximação muito grande com as informações técnicas, também por meio da Fundação ABC. Fizemos vários testes ao longo dos anos. Então, o que a gente chama hoje de agricultura de precisão foi mais uma consequência do que um passo”, relata.
 
Com o apoio técnico da Capal, passaram a ser realizadas análises detalhadas de solo, divisão das áreas em glebas e aplicação de insumos em taxa variável. Telmo explica como funciona na prática: “Cada área é dividida em várias zonas de manejo. A gente aplica só o que precisa, conforme a demanda. Calcário, NPK, gesso, tudo em taxa variável”.
 
As leituras por imagens, como o NDVI, também passaram a orientar decisões importantes. “No trigo, por exemplo, a programação era aplicar 150 quilos de ureia. Com as leituras e uma aplicação de dejetos que fizemos, usamos só 65 quilos, apenas onde precisava”, pontua.
 
Informação para decidir melhor
A propriedade cultiva cerca de 700 hectares no inverno e aproximadamente 500 hectares no verão, somando áreas próprias e arrendadas. Com isso, o volume de dados aumentou, e a necessidade de interpretação técnica também.
 
“Hoje a gente lida com muito mais informação. Antes era só aquela análise básica de solo. Agora são mapas, imagens, leituras. O desafio é trabalhar com essa quantidade de variáveis”, avalia Beate. 
 
Ela destaca o papel da Capal nesse processo, por meio das visitas técnicas. “Eles ajudam a interpretar tudo isso e transformar em aplicação de insumos. E, junto da Capal, está a Fundação ABC, que dá o embasamento técnico. A pesquisa é fundamental.”
 
Resultados no campo
Os efeitos da Agricultura de Precisão são claros na rotina da propriedade: menor desperdício, manejo adequado a cada área e melhor uso dos recursos. “A principal consequência é a redução de custos e a uniformidade no resultado. Isso afeta a rentabilidade e mantém a produtividade”, resume Beate.
 
Para a cooperada, a tecnologia precisa estar a serviço da gestão, sempre considerando o equilíbrio entre investimento e retorno. “Os equipamentos são caros, o investimento é alto. Tem que avaliar bem o custo-benefício.” E, ao deixar uma mensagem para outros cooperados que ainda não adotaram as ferramentas de precisão na agricultura, Beate é direta: “Não ter medo de novidade”.
 
Histórias como a da propriedade de Beate von Staa mostram como a Agricultura de Precisão, por meio da assistência técnica da Capal, contribui para uma produção mais eficiente, sustentável e economicamente equilibrada, respeitando a história da terra e orientando decisões mais seguras no presente e no futuro.